Foi em um cruzamento
entre a avenida do amor e a rua do infinito, que a reconheci.
Beijei sem tocá-la,
senti sem beijá-la.
Meus pés seguem
involuntariamente os dela, assim como uma relação de dependência.
A brisa que acaricia
seu corpo leva até onde me encontro sua fragrância distinta.
Sinto inveja do
vestido vermelho, sortudo que a agasalha e dança com o vento.
Faço amor e peço juras
eternas só com o olhar.
Pego-a, mimo e boto
para dormir dentro do meu coração.
Despindo seu corpo a
faço mulher.
Viro, reviro, de ponta
cabeça, de trás, de frente, desvendando mistérios, ainda sem tocá-la.
Seguindo o rastro do
seu perfume adocicado, meus pés saem do chão, porque ela me mostrou como voar.
E nesta tentativa de
alcançar a sua forma transcendente, quase angelical, meu coração se
esfacela em milhões de pedacinhos, observando a moça que vira na esquina da
saudade.
Vai-se para sempre levada por um ladrão sorrateiro, com a cara faceira que arrancou meu amor dos meus braços.
O vestido antes
"vermelho", agora é "cinza".
A rua antes
"amor", virou "solidão".
eu ameiiii .....
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