No balcão sujo do bar, apoio as minhas mãos cansadas de segurar o copo preenchido pelo néctar dos desolados.
Sinto demasiada vontade de não viver. Olho para as mesas repletas de pessoas que possuem um sorriso desenhado a força na cara. As gargalhadas exageradas enaltecem meu desprezo pelo que vejo. Entre as distintas faces, procuro encontrá-lo, em vão. A demora martiriza meu coração.
Perco alguns minutos desfrutando da minha bebida até sentir sua mão, sentida de outras formas em outras estações - ah, a nostalgia.
A troca de olhares assustados se torna eminente e o desconcerto do beijo na face lateral do rosto, doía na alma.
Sentados com o corpos trêmulos, procuramos incessantemente um afazer para nos ocupar. A dúvida de estarmos ali é constante.
-Um gim com tônica, por favor - peço outra bebida.
Havia matado o silêncio que nos corrompia. Seguia-se então uma série de conversas sem nexo em que, a menção do passado era o único assunto. Risos abafados do conto de alguma viagem abrandou com o clima tenso daquela noite. Os ponteiros do relógio se moviam rapidamente, o tempo brincava com a nossa momentânea felicidade. A última risada seguiu com uma verdade intensa, estava perdendo meu grande amor. Sabíamos que era a hora de irmos - ah, e como sabíamos. Involuntariamente meus lábios tocaram nos seus em um lirismo perdido à muitas primaveras. Os olhos fechados custaram a se abrir, e nesta última troca, regado de carinho e sofrimento, de alegrias e lamento, que foi decretado o fim. Sigo caminhando atrás dos seus passos e paro defronte a porta de saída: imerso em lágrimas exclamo pelo seu amor - perdido à muitas primaveras.
-Um gim com tônica, por favor - peço outra bebida.
Havia matado o silêncio que nos corrompia. Seguia-se então uma série de conversas sem nexo em que, a menção do passado era o único assunto. Risos abafados do conto de alguma viagem abrandou com o clima tenso daquela noite. Os ponteiros do relógio se moviam rapidamente, o tempo brincava com a nossa momentânea felicidade. A última risada seguiu com uma verdade intensa, estava perdendo meu grande amor. Sabíamos que era a hora de irmos - ah, e como sabíamos. Involuntariamente meus lábios tocaram nos seus em um lirismo perdido à muitas primaveras. Os olhos fechados custaram a se abrir, e nesta última troca, regado de carinho e sofrimento, de alegrias e lamento, que foi decretado o fim. Sigo caminhando atrás dos seus passos e paro defronte a porta de saída: imerso em lágrimas exclamo pelo seu amor - perdido à muitas primaveras.
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