segunda-feira, 22 de outubro de 2012

coisa.

Estou fumando para lembrar de beber, 
Te esquecer e achar
 Na loucura mais insana 
Nas outras pessoas, 
O seu olhar.

Estou beijando outro para tentar 
Não me envolver e deixar 
Que isso volte a acontecer.
Mas e esse destino
 Que prega peça sem parar? 
Na barba alheia tento roçar
 Para na mesma sensação me consolar.
Eu ri e virei outro copo. 
As conversas cultas alheias 
Me deixam entediada, 
Bocejo ao descaso
 Dos outros.
Arte? Escancaradas risadas eu dou para o Conceito impregnado 
Pelo seu conservadorismo.
Volto a barba,
 Fecho os olhos para em vão
 Imaginar que você esta ali. 
Escalando no invisível da alma calada, guardando lagrimas 
E revelando minha outra face: sorrio.
 Nunca te trai. 
Só estou me traindo para me encontrar.
Me traindo por uma fumaça.
Procurando em outras transas,
 Em outras ideologias. 
Em outros cigarros,
Outros cigarros, 
Outros beijos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

dois, um, dois.

A brisa moldava
 O balanço do tecido 
Transparente que ousava 
Sair do seu corpo pequenino. 
O esmalte vermelho pulsava
 Em contraste com o verde vivo
 Da grama que roçava nos seus pés.

Na luta entre o querer e
Deixar de querer.
Mãos permanecem unidas, 
Untadas na demência da paixão.
Um grito do delírio ecoa
Na alma daquele que não tem
 Medo do não.


Então o vão dos seus dedos 
Iam passando vagarosamente. 
Num rompante, 
Usa da forca para puxa-los
 Ao seu afago. 
Dois, um e o beijo.
 Os seus lábios 
 Macios encostaram 
Tão vagarosamente que se conseguia
 Sentir a vibração 
Frenética da respiração.

 Os pés numero 35,
De prazer, ficaram-se na terra,
 Enquanto sua boca 
Salivava por mais, e mais.
 Seu vestido se abriu 
Como asas de um anjo e
 Deslizou no seu corpo. 

E seus seios tão simétricos,
Juntam-se aos lábios estranhos. 
Descarado momento em que 
A loucura não foi o suficiente 
Para se entregar.
Brigou, fugiu e chorou.
Dois.