terça-feira, 9 de abril de 2013

Marmita quente.

A construção não para
O cimento gela a terra quente,
O operário acende o cigarro,
Como comburente da noite virada.
E a construção não para.

O piso sobe com um ar imponente,
Como o cliente que da risada impertinente
Do sobe e desce,
A gritaria e marmita quente
Passa de mão em mão.
E a construção não para.

Sol se pondo, Sol nascendo,
Trabalhador descendo 
Do expediente.
 Bate a massa e escorre o pão,
Na garganta seca do trabalhador,
Fazendo jus a opressão.