quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tripas com vinho.

Cabe no coração do homem 
Tamanho amor?
Para que amares tanto se,
 O que nos restas são sobras lacradas de 
Vermes que pulsam por misericórdia
Pela carência?
Engole minha alma pecadora e veja-a 
Apodrecer no seu músculo cardíaco.

Justifiquei com tantas palavras pomposas 
O amor que, um dia jurei ser eterno.
É difícil procurar um termo
 No vocabulário para alcançar 
O repúdio que sinto.

Para que, céus, 
Amarei sem ser amada? 
Apunhalada, 
Vejo seu corpo se despir para outra. 
Vejo seus olhos, que não me pertencem e
 Quiçá na sua história me pertenceram

Arranca-me as tripas e
 As sirva com um vinho seco 
Para a sua amante,
 Que hoje não estou para você.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

fundo do poço.

Resolvi escrever para não ousar pegar o telefone e te ligar. 
ps: preciso parar de beber desse jeito. 
Amanhã eu paro.
ps2: Já passou da meia-noite.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

mo-rrrrrrrrrrrrrrr-te,

Olhar e não te ver, lembrar e nunca mais sentir.
Sentir e saber que sente, sem a loucura permitir.
Falar, sem proferir o que se quer dizer.
Morrer por dentro sem jamais conseguir.
Amar e não ser amado.
Afogando num oceano sem volta, tentando alcançar com as mãos o inalcançável.
Olhar e não me ver.
Amar e não sentir.
Proferir e não ser amado.
Afogar na loucura e morrer.