Não,
ela não esta morta. Por mais que não queira as veias ainda
continuam a pulsar o sangue frio.
Tem medo de viver, de
amar e sofrer, medo de acreditar e se envolver.
Tem medo de ser, ou
melhor, não ser.
No mundo escuro, onde
fantasmas a atormenta e o bicho-papão segue rindo das suas trapalhadas.
Mas ela vive.
De tempos em tempos
há luz no seu mundo e a esperança volta a desabrochar. O
cheiro pútrido se esvai. Ela se joga, joga tanto que afoga e cai.
Ela quer
perecer, não é bom o suficiente: somente uma luz ofuscada pela grande
estrela.
Quer respirar sozinha, parar de viver por outra
pessoa.
Acorda menina moça!
Vai aproveitar sua inocência!
Contenta-se com as
sobras de um amor, resto ignóbil de uma relação parasita.
Suga sua
vitalidade, corrói sua pureza.
Incrível como suporta tanto
para não abraçar o ermo.[Sabe que se fosse escrito em primeira pessoa seria muito (mais) ridículo.]