A sobriedade é o veneno do poeta. Não falo só do embriagar-se pelo
erudito, mas embriagar-se de paixão, do hediondo, do belo, daquilo que
nos apodrece, das lembranças.
Embriagar-se do que não existe, do inventado, daqueles sentimentos que criamos dos nossos devaneios joviais. Do amor que alimentamos quase como obsessão para nutrir as palavras escritas com tamanho frenesi nesse pedaço de papel. Aliás, procurar sentimento verdadeiro é como tentar respirar no vácuo, só se encontra o exício.
Das cicatrizes que cultivei durante a minha meninice até os copos sujos de conhaque espalhados pelo meu quarto entre as bitucas de fumo vagabundo, inebriando o ambiente. Esse cheiro misturado de vergonha que me corrói. Preferia seu cheiro feminino, assistir você quase que brincando com seu cigarro, nua, fingindo ser mais do que uma menina.
Me considero um parasita vagando pelos nebulosos desfiles intelectuais. Enrustido pela sagacidade dos que entendem que a vida é uma grande mentira, aos que tem coragem de ir.
Eles não sugam só sangue, eles envenenam nossa boemia em poucas doses. Porque a morte tem que ser endossada entre urros e lágrimas abafados.
Estou bebendo para me afastar do desejo de partir. Partir de mim mesma. Como se pudesse me desfazer em pequenos pedaços para que talvez me entendam.
Estou doente, tenho estado doente de sanidade.
As paredes escritas, agora, encontram a solidão.
Embriagar-se do que não existe, do inventado, daqueles sentimentos que criamos dos nossos devaneios joviais. Do amor que alimentamos quase como obsessão para nutrir as palavras escritas com tamanho frenesi nesse pedaço de papel. Aliás, procurar sentimento verdadeiro é como tentar respirar no vácuo, só se encontra o exício.
Das cicatrizes que cultivei durante a minha meninice até os copos sujos de conhaque espalhados pelo meu quarto entre as bitucas de fumo vagabundo, inebriando o ambiente. Esse cheiro misturado de vergonha que me corrói. Preferia seu cheiro feminino, assistir você quase que brincando com seu cigarro, nua, fingindo ser mais do que uma menina.
Me considero um parasita vagando pelos nebulosos desfiles intelectuais. Enrustido pela sagacidade dos que entendem que a vida é uma grande mentira, aos que tem coragem de ir.
Eles não sugam só sangue, eles envenenam nossa boemia em poucas doses. Porque a morte tem que ser endossada entre urros e lágrimas abafados.
Estou bebendo para me afastar do desejo de partir. Partir de mim mesma. Como se pudesse me desfazer em pequenos pedaços para que talvez me entendam.
Estou doente, tenho estado doente de sanidade.
As paredes escritas, agora, encontram a solidão.