sábado, 14 de abril de 2012

meu corpo pede so-cor-ro.

       Em um breve momento de lucidez enfrento a verdade, esta que, estampada em minha face me machuca, arranhando meus olhos despidos contra o vento. Sonho com seu cheiro, sinto seus lábios tocarem suavemente meu seio e sua língua vagarosamente deslizar sobre meu corpo que implora por você.
     As manhãs se perdem depois da sua partida, a velocidade dos segundos esta cada vez mais escassa. Os ruídos das ruas movimentadas do centro não me martirizam mais. Olho no rosto das pessoas que caminham alienadas por alguma razão superficial, tentando encontrar um pedaço que me remeta a alguma lembrança sua.
       Entre as praças fétidas pela fumaça da droga, caminho, e continuo caminhando. Distraio-me rapidamente com um casal que segue o mesmo destino. Procuro novamente a tela do meu celular em vão, esta vazia.
    Vejo o passado tão presente, que a brisa da minha varanda talvez me leve para vivê-lo mais uma vez. Atualmente, o futuro é um substantivo abstrato no meu vocabulário.
      E assim, reconhecer cada parte do teu corpo, um suspiro, um beijo levado pelo vento da solidão.
   Quando chegar a minha porta vera que sou outra mulher. Por isso, não deixe de apertar a campainha. Sua ingratidão em me responder poderá deixar cicatrizes que não serão refeitas.
  


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