Procurou-me naquela
noite onde só existia solidão. A saudade estava em
cada molécula de ar que penetrava vagarosamente pelo
meu pulmão.
A notícia da sua chegada fez
arrepiar cada pelo da minha pele e dobrar a velocidade da batida do
meu coração. E as moléculas de ar? Ah, estas entravam como
um furacão no meu corpo.
Na escuridão envolvida entre quatro paredes
sua língua saboreava meu seio. Parei de pensar, naquele momento
eu só senti. Não poderia permitir que aquele moralismo barato
barrasse meu desejo. Seu corpo não tinha
mais distinção do meu, agora éramos somente uma massa
de paixão.
A
madrugada veio, e com ela, a fadiga. Repousou-se,
como uma criança cansada de brincar com seu brinquedo. Um último beijo.
E como em
uma brisa de verão você se foi, levando contigo todo o meu prazer e
seu gozo. Então minha solidão fez companhia.
Eu não quero viver em um continuo "sobe e desce",
enquanto você saboreia o gosto doce da sua vida. Foi, como sempre,
apenas um aventureiro explorando meus caminhos em um prazer absoluto.
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