segunda-feira, 21 de maio de 2012

fantoche do meu prazer.

Atrás da janela o mundo continuava. 
Os barulhos do carro, das buzinas frenéticas  não nos torturavam. As preocupações estavam perdidas em um universo paralelo na realidade. 
Mas defronte com aquelas paredes brancas de concreto meu amor por você se concretizava. 
Você sorri como se nada mais existisse, me beija como se nunca mais fosse fazer o mesmo.
Bebe da minha água como se fosse o elixir da sua existência.  
Brinca com meu corpo como se fosse a sua bonequinha, sua menina. 
De tanto fugir, me perdi nas suas curvas.
Tentando me perder, encontrei ali meu porto seguro.
E por lá fiquei.
Agora você era o meu fantoche, moldava e extraia todo o seu prazer que, não tinha ponto final.
Segurando forte na minha cintura, num rompante o último movimento - o gozo.
Num jogo rápido, você era meu.
Entre as minhas pernas, descansava, seus olhos foram fechados com uma naturalidade inexistente no mundo neurótico.
Apoiado no meu ventre extorquía todo o meu calor, um ladrãozinho sorrateiro.
 A corrupção continuava, os discursos dos latifundiários, a fome, miséria, toda a desgraça que eu repudiava e blá blá blá.
Naquele pequeno momento egoísta me contentava em adorar sua boca, seus olhos, seu cabelo, a barba "mal feita", como o ar que penetrava seu pulmão[...]
Com a ponta do meu dedo descia pelos seus caminhos, desvendando todos segredos carnais- e somente carnais.

Estava ali, com você, mas ao relento.
Mal nutrida por idealizações.

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