terça-feira, 22 de maio de 2012

contentamento.

Não, ela não esta morta. Por mais que não queira as veias ainda continuam a pulsar o sangue frio.
Tem medo de viver, de amar e sofrer, medo de acreditar e se envolver.
Tem medo de ser, ou melhor, não ser.
No mundo escuro, onde fantasmas a atormenta e o bicho-papão segue rindo das suas trapalhadas.
Mas ela vive.
De tempos em tempos há luz no seu mundo e a esperança volta a desabrochar. O cheiro pútrido se esvai. Ela se joga, joga tanto que afoga e cai.
Ela quer perecer, não é bom o suficiente: somente uma luz ofuscada pela grande estrela.
Quer respirar sozinha, parar de viver por outra pessoa.
Acorda menina moça! Vai aproveitar sua inocência!
Contenta-se com as sobras de um amor, resto ignóbil de uma relação parasita.
Suga sua vitalidade, corrói sua pureza.
Incrível como suporta tanto para não abraçar  o ermo.


[Sabe que se fosse escrito em primeira pessoa seria muito (mais) ridículo.]

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