quarta-feira, 17 de outubro de 2012

dois, um, dois.

A brisa moldava
 O balanço do tecido 
Transparente que ousava 
Sair do seu corpo pequenino. 
O esmalte vermelho pulsava
 Em contraste com o verde vivo
 Da grama que roçava nos seus pés.

Na luta entre o querer e
Deixar de querer.
Mãos permanecem unidas, 
Untadas na demência da paixão.
Um grito do delírio ecoa
Na alma daquele que não tem
 Medo do não.


Então o vão dos seus dedos 
Iam passando vagarosamente. 
Num rompante, 
Usa da forca para puxa-los
 Ao seu afago. 
Dois, um e o beijo.
 Os seus lábios 
 Macios encostaram 
Tão vagarosamente que se conseguia
 Sentir a vibração 
Frenética da respiração.

 Os pés numero 35,
De prazer, ficaram-se na terra,
 Enquanto sua boca 
Salivava por mais, e mais.
 Seu vestido se abriu 
Como asas de um anjo e
 Deslizou no seu corpo. 

E seus seios tão simétricos,
Juntam-se aos lábios estranhos. 
Descarado momento em que 
A loucura não foi o suficiente 
Para se entregar.
Brigou, fugiu e chorou.
Dois.

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