A brisa moldava
O balanço do tecido
Transparente que ousava
Sair do seu corpo pequenino.
O esmalte vermelho pulsava
Em contraste com o verde vivo
Da grama que roçava nos seus pés.
Na luta entre o querer e
Deixar de querer.
Mãos permanecem unidas,
Untadas na demência da paixão.
Untadas na demência da paixão.
Um grito do delírio ecoa
Na alma daquele que não tem
Medo do não.
Então o vão dos seus dedos
Iam passando vagarosamente.
Num rompante,
Usa da forca para puxa-los
Ao seu afago.
Dois, um
e o beijo.
Os seus lábios
Macios encostaram
Tão vagarosamente que se
conseguia
Sentir a vibração
Frenética da respiração.
Os pés numero 35,
De
prazer, ficaram-se na terra,
Enquanto sua boca
Salivava por mais, e mais.
Seu
vestido se abriu
Como asas de um anjo e
Deslizou no seu corpo.
E seus seios tão simétricos,
Juntam-se aos lábios estranhos.
Descarado momento em que
A loucura não foi o suficiente
Para se entregar.
Brigou, fugiu e chorou.
Dois.
Dois.
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