Seu nome é Ana. A Aninha, Aninha cachaça.
Ana adora cheiro de bar, do cigarro fedido. Está sozinha, gosta assim. Escolhe o lugar com seu olhar blasé: o balcão, apoia-se e devora o cardápio. Pensa nela, respira fundo e se afoga numa dose.
Estende seu copo e pede mais uma.
Entre notas amassadas abre a sua bolsinha e procura incessantemente por um cigarro.
Deixa-o vermelho e ali a brasa alimenta sua solidão.
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