terça-feira, 28 de agosto de 2012

No bar.

Seu nome é Ana. A Aninha, Aninha cachaça. 
Ana adora cheiro de bar, do cigarro fedido. Está sozinha, gosta assim. Escolhe o lugar com seu olhar blasé: o balcão, apoia-se e devora o cardápio. Pensa nela, respira fundo e se afoga numa dose.
Estende seu copo e pede mais uma.
Entre notas amassadas abre a sua bolsinha e procura incessantemente por um cigarro.
Deixa-o vermelho e ali a brasa alimenta sua solidão.




Nenhum comentário:

Postar um comentário