sábado, 16 de junho de 2012

reféns da própria criação.

Fazemos parte de um mundo paralelo que devora a realidade que se conhecia. Em passos enlaçados pelo silêncio, essa nova geração vem modificando as formas de convivência e até necessidades. Pioneira no quesito tecnológico acaba destruindo as ligações com o próximo pela preferência da palavra digitada e não pronunciada. 
A busca persistente pelo "novo" transforma a necessidade do jovem pelo estudo. E nessa sede de aprender, fomentada pelo capitalismo os deixa previsíveis e individualistas, em sua maioria. Nessa adequação atual torna-se difícil a sensibilidade na vertente ambiental e ética. Todos os valores se transformam de maneira significativa, o certo e o errado se perdeu na loucura do homem.
O contentamento  se torna inexistente mesmo no emocional. Casos de depressão são cada vez mais evidentes como os de suicídio. Nesse borbulho da gênese de uma nova forma de visão muitos enlouquecem nas suas próprias ganâncias imensuráveis. 
Escondem-se em máscaras para melhor adaptação nessa selva de interesses individuais, com o olhar  imerso no insensível da simplicidade. Não, eles não parariam nossos motores cerebrais para dar devida atenção a "musica do vento", muito menos a beleza da "explosão da semente sob o chão", ha maiores preocupações - quanta banalidade.
Contudo, seguimos assim, reféns da nossa própria criação. Soldados marchando pelo desejo inconstante do que não temos, do que não vimos. Como corrobora Bertolt Bretch, acabamos no anseio de alguma mudança ou compaixão pelos que virão depois de nós.

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