Fazemos parte de um mundo paralelo que devora a
realidade que se conhecia. Em passos enlaçados pelo silêncio, essa
nova geração vem modificando as formas de convivência e até necessidades. Pioneira no quesito tecnológico acaba destruindo
as ligações com o próximo pela preferência da palavra
digitada e não pronunciada.
A busca persistente pelo "novo" transforma a
necessidade do jovem pelo estudo. E nessa sede de aprender, fomentada pelo
capitalismo os deixa previsíveis e individualistas, em sua maioria.
Nessa adequação atual torna-se difícil a sensibilidade na
vertente ambiental e ética. Todos os valores se transformam de maneira
significativa, o certo e o errado se perdeu na loucura do homem.
O contentamento se torna inexistente mesmo no
emocional. Casos de depressão são cada vez mais evidentes como
os de suicídio. Nesse borbulho da gênese de uma nova forma
de visão muitos enlouquecem nas suas próprias ganâncias imensuráveis.
Escondem-se em máscaras para
melhor adaptação nessa selva de interesses individuais, com o olhar
imerso no insensível da simplicidade. Não, eles não parariam
nossos motores cerebrais para dar devida atenção a "musica do vento",
muito menos a beleza da "explosão da semente sob o chão", ha maiores preocupações
- quanta banalidade.
Contudo, seguimos assim, reféns da
nossa própria criação. Soldados marchando pelo desejo inconstante do
que não temos, do que não vimos. Como corrobora Bertolt
Bretch, acabamos no anseio de
alguma mudança ou compaixão pelos
que virão depois de nós.
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