sábado, 7 de julho de 2012

escravo livre da paixão.

O tempo é indefinidamente cruel. Sem
controle, perdemos a razão, a loucura
vem e nos envolve. 
Pensei que depois de algum tempo você

seria 
aquele que pensei conhecer, mas pensei em vão. 
Antes que qualquer julgamento aqui feito 
espero que entenda que estou dopada por algum 
tipo de droga. Não as conhecidas pela ciência, mas a mais devastadora
de todas, que destrói não só o músculo cardíaco, mas a alma.
De que adianta enfeitar com as mais pomposas palavras e rimas se o que realmente acontece é o descaso de tudo isso?

O amar é sinônimo de sofrer. E se a sofreguidão é tamanha que não se pode aguentar, cabe a você decidir se é amor ou 
obsessão.
O amor, se é que existe, cismou que eu deveria adotá-lo. Ah, beijo de Judas me apunhalou pelas costas e eu sem saber deixe-me beber desse veneno que exalava da sua boca.
Hipnotizada pelos seus movimentos, era a morte vindo me buscar. Já havia perdido o jogo que envolve toda essa babaquice de sentimentalismo barato.
Mas o que seria do homem então se somos apenas escravos livres da paixão?

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