domingo, 11 de março de 2012

Surgem os primeiros raios de esperança para a igualdade.

         Perguntamo-nos a todo o momento, há realmente diferença de sexo? No dia oito de março de 2011 foi completado o centenário do Dia Internacional da mulher, em um contexto histórico de diferenças tão exacerbadas que vem sim, passando com muito sofrimento e orgulho por tantos obstáculos, mas muitas pessoas se esquecem do que as mulheres tiveram de passar para conseguir que a lei fique o seu favor. Cada lagrima caída e cada grito desesperado pelo mínimo direito humano e não como um ser objeto.
          No século XVIII e XIX, com a Revolução Industrial, as fábricas pediam mais funcionários para dar conta da grande demanda de produtos, e para isso não teria alternativa a não ser inserir as mulheres no trabalho, pela mesma jornada e ganhando drasticamente menos do que o homem. Além da péssima condição de anti humana nos ambientes fabris, os acidentes ocorridos principalmente com mulheres e seus filhos eram severos e às vezes, mortais.
        Juntamente com essa ebulição de mudanças, foram emergindo vários grupos feministas na França cujo principal objetivo era a libertação dos padrões opressores que tinha como base o diferença de gênero, além da luta pelo direito do aborto, reprodutivos, trabalhistas, enfim, por qualquer forma de discriminação.
         Todas lutadores assíduas foram de extrema importância para o sucesso dessa revolução, pois, por menor que seja a mudança alcançada é de extrema importância dada o tamanho do preconceito sofrido. Mas algumas merecem maior destaque, como Simone de Beauvoir, francesa, filósofa existencialista, escritora (“O segundo sexo”). Mas, acima de tudo umas das mais importantes feministas do século passado, dona de uma das frases de grande fonte de inspiração como, “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta” e “Não se nasce mulher: torna-se”.
         Depois de tanto aclamar, a conquista do Direito Universal Humano, adotado em 1948 foi notória. Feita pela ONU (Organização das Nações Unidas) garantia direitos iguais a todos os humanos, independente de sexo. A partir daquele momento, a lei estaria ao seu favor. Com o tempo foram surgindo outras leis que garantiam a sua sobrevivência nessa selva machista que é a sociedade atual. A última lei feita no Brasil foi a Lei Maria da Penha, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, que consistia na maior punição para crimes de violência contra a mulher.
         Mesmo com toda essa movimentação entre as mulheres e simpatizantes pela causa, há muito que ser mudado. A diferença salarial entre os gêneros ainda perpetua e assustadoramente é grande. O Brasil é o país que possui a maior diferença com 34% de variação entre ambos os gêneros, sendo que mulheres pelo mesmo serviço ganham 22% menos do que os homens. Quanto maior o grau de instrução, maior é a diferença salarial entre homens e mulheres, deixando cada vez mais evidenciado que é necessário tomar atitudes drásticas, pois,  comprovadoramente a mulher possui maior rendimento do que o homem, além de conseguir atuar em varias ações ao mesmo tempo, sendo mais proveitoso para a empresa em questão.
          Aumenta o preconceito quando falamos de diferença entre etnias, o afro descendente já sofre discriminação diariamente no seu ambiente de trabalho.     Juntando isso com o preconceito machista sobre a mulher, a afro descendente está sujeita a maior diferença não só salarial, mas também é alvo de severas  humilhações em muitos ambientes onde ela vai, tendo que provar sua capacidade intelectual de atuação em qualquer área que ela deseja, tendo que possuir sempre algum “diploma” ou “mérito” a mais do que o homem, ou até a mulher branca chegando a ganhar a terrível realidade brasileira de 67%   menos do que os homens.
         Hoje, podemos notar preconceito até na palavra “presidente”, se existe prefeita e prefeito, vereadora e vereador, por que não haver “presidenta”? A língua brasileira é flexível e houve várias mudanças com o tempo, então porque não começar com pequenas grandes mudanças como esta?  Sim, é devido a nossa sociedade machista e elitista que não imaginaria que não só uma mulher sozinha fosse capaz de comandar um país inteiro, mas como onze até neste momento. Começou com a Argentina María Estela Martínez de Perón. No Brasil, neste ano houve a ascensão da primeira presidenta, a petista Dilma Roussef.
        O Brasil se diz um país democrático mas, as contradições e injustiças são tão grandes que é difícil acreditar em tal verdade. Aniquilando a raiz deste problema, os paradigmas ditados há muito tempo ainda perpetuam nessa sociedade como vamos poder viver em um mundo melhor? Muito foi mudado, mas ainda temos um caminho árduo pela frente até que a igualdade total seja alcançada, sem exceções para qualquer indivíduo, pois, mesmo que seja difícil cada lágrima que cai desses rostos revolucionários há sempre uma esperança de um mundo mais 
igualitário.

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